Saindo dos bancos da igreja

Ellen G. White resumiu de maneira fantástica o método de Cristo, o qual afirmava ser o único que “trará verdadeiro sucesso”. De acordo com ela, o Salvador:

• Misturava-Se com as pessoas, desejando-lhes seu bem.
• Demonstrava simpatia.
• Ministrava suas necessidades.
• Ganhava confiança.
• Convidava-as a segui-Lo (A ciência do bom viver, p. 143).

Ela visualizou centros de evangelismo, os quais chamou de centros de influência, sendo estabelecidos em cada cidade ao redor do mundo (Testemunhos para a igreja, v. 7, p. 115). Esses centros devem motivar os membros a deixar os bancos da igreja e se envolver em suas comunidades. Devem estar totalmente fundamentados no modelo do ministério de Jesus.

Segundo Ellen G. White, os centros de influência incluem restaurantes vegetarianos, tratamentos naturais, cursos sobre hábitos saudáveis, pequenos grupos, literatura e evangelismo público a fim de conectar-se à comunidade.

A “colmeia” de São Francisco

Ela elogiou o trabalho da igreja principiante, em São Francisco, Califórnia, a qual chamou de “colmeia”. Os membros visitavam “os doentes e necessitados”; procuravam lares para os órfãos e empregos para os desempregados; visitavam de casa em casa, ministravam classes sobre vida saudável e distribuíam literatura. Eles começaram uma escola para crianças no coração da Laguna Street, e sustentavam uma missão médica e um ministério “que cuidava de idosos em seus lares”.

Bem ao lado do prefeitura, mantinham salas de tratamento natural – início do que hoje é o Hospital de Santa Helena. No mesmo local, havia uma loja de produtos naturais. No centro do cidade, tinham um restaurante vegetariano que servia refeições seis dias na semana. Na baía de São Francisco, eles ensinavam a Bíblia para os marinheiros, à beira-mar. E, como se já não tivessem o suficiente para fazer, também promoviam seminários nas prefeituras (Beneficência social, p. 112). Misturavam-se, demonstravam simpatia, ganhavam a confiança; então, convidavam as pessoas para que seguissem a Jesus.

Nossa missão “urbana” não pode focalizar somente a tentativa de atrair pessoas, como um ímã espiritual, das ruas para nossas igrejas. Evidentemente, nossos templos devem ser atraentes e amigáveis, oferecer boa música e pregações cativantes; ter programas e atividades interessantes. Porém, o principal objetivo da igreja deve ser inspirar, treinar e motivar os membros a “sair dos bancos” para interagir com a comunidade. Todavia, nossa ênfase frequentemente tem se voltado para “dentro”.

O Departamento de Missão Adventista [da sede mundial da IASD] está trabalhando para resgatar o conceito de Ellen G. White sobre os centros de influência. Visite os sites de Life Hope Centers e Adventist Mission.

Gary Krause, “Nas pegadas do Mestre”, Ministério, janeiro-fevereiro de 2014, p. 29. Krause é diretor de Missão Adventista na sede mundial da IASD.