Templo = igreja, sacerdotes = pastores?

Publicado em 11/08/2014 por Matheus Cardoso como Bíblia, Igreja

Muitos cristãos acreditam que o santuário/templo do Antigo Testamento corresponde à ‘igreja’ (prédio) e que os sacerdotes israelitas correspondem aos pastores. No entanto, essa ideia é contrária aos ensinamentos do Novo Testamento. Por isso, ela é corretamente rejeitada pelas igrejas evangélicas em geral, inclusive a IASD. Acompanhe um resumo do que o Novo Testamento ensina sobre o assunto.

Santuário/templo

  • Na nova aliança, o santuário/templo físico desaparece

Todavia, o Altíssimo não habita em casas feitas por homens (At 7:48).

  • No Céu, há o santuário celestial (que já existia nos tempos do Antigo Testamento)

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Selecionando textos bíblicos

Publicado em 09/08/2014 por Matheus Cardoso como Bíblia, Teologia

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Não somente consideramos nossa interpretação como o significado do texto [bíblico], mas também a consideramos o próprio texto. Isso leva a abordar o dogma como um colecionador: selecionamos nossas passagens favoritas para provar uma doutrina. Nunca percebemos que nossos oponentes fazem a mesma coisa, reunindo suas passagens favoritas para provar uma doutrina completamente diferente. Em outras palavras, os textos-prova de ambos os lados são mutuamente contraditórios e nenhum dos lados percebe isso! Eles nunca escutam um ao outro. Pelo contrário, gastam seu tempo pregando de forma triunfalista aos já convertidos. O que precisamos fazer é obedecer nossa visão de autoridade bíblica, examinando todos os textos, de ambos [ou mais] os lados, e então desenvolver uma doutrina equilibrada que esteja de acordo com a evidência bíblica. Isso significa que, se necessário, teremos que abandonar nossa posição anterior e permitir que os textos bíblicos determinem nossa declaração doutrinária final.

– Grant R. Osborne, Ph.D. (Universidade de Aberdeen), é professor de Novo Testamento na Trinity International University (EUA). Retirado de 3 perguntas cruciais sobre a Bíblia: Podemos confiar na Bíblia? Podemos entender a Bíblia? Podemos fazer teologia a partir da Bíblia? (São Paulo: Vida Nova, 2014), p. 182.

Mais alguma pergunta?

Publicado em 04/08/2014 por Matheus Cardoso como Espiritualidade, Igreja
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– Quem são vocês?
– Somos seguidores de Jesus Cristo. 
– Então vocês são cristãos, como dizem por aí?
– Isso.
– Onde estão seus sacerdotes? 
– Não temos sacerdotes. 
– Mas todas as religiões têm seus homens sagrados. 
– Isso nós temos. 
– “Isso” o quê? 
– Homens sagrados. 
– Quantos são?
– Não fazemos a menor ideia.
– Como assim? Onde eles estão? 
– Espalhados pelo mundo. 
– Onde, por exemplo? Ler mais »

Novos métodos

Publicado em 04/08/2014 por Matheus Cardoso como Igreja, Missão, Pós-modernismo

The One Project, organizado pela Associação Geral da IASD

(Textos selecionados de Ellen White)

Novos métodos precisam ser introduzidos. O povo de Deus tem que despertar para as necessidades da época em que vive. Deus tem pessoas que Ele chamará para o Seu serviço – pessoas que não farão o trabalho na maneira destituída de vida com que foi conduzido no passado. […] Em nossas grandes cidades, a mensagem deve avançar como uma lâmpada ardente. Deus levantará trabalhadores para a Sua obra, e Seus anjos irão à frente deles. Que ninguém impeça essas pessoas de cumprirem a missão que Deus lhes deu. Não as impeçam. Deus lhes deu uma tarefa. Que a mensagem seja proclamada com tanto poder que os ouvintes se convençam. – Evangelismo, p. 70

Não deve haver regras fixas; nossa obra é progressiva, e deve haver oportunidade para os métodos serem melhorados. Porém, sob a direção do Espírito Santo, a unidade deve ser preservada e o será. – p. 105. Ler mais »

Água fria ou quente versus água morna

Publicado em 03/08/2014 por Matheus Cardoso como Bíblia, Espiritualidade
As fontes terapêuticas de Hierápolis

As fontes terapêuticas de Hierápolis

Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da Minha boca (Ap 3:15-16, NVI).

A cidade de Laodiceia não tinha abastecimento de água próprio. A água precisava ser canalizada de duas fontes: ou das frias montanhas de Colossos ou das terapêuticas fontes de águas quentes de Hierápolis. Quando essas duas fontes chegavam à cidade, diferente do havia sido planejado, a água na cidade estava morna.

Cristo disse à igreja de Laodiceia que preferia que as águas “fossem frias ou quentes”. Em outras palavras, a água que chegava a Laodiceia não estava quente, como as águas medicinais/curativas/quentes de Hierápolis, nem muito menos eram refrescantes como águas puras/frias/refrigerantes das montanhas de Colossos. Elas eram um meio termo e nauseante! Ler mais »

Como a igreja te emburrece

Publicado em 02/08/2014 por Matheus Cardoso como Igreja, Teologia

Muitas vezes nós reclamamos da falta de intelectuais que sejam cristãos conservadores [isto é, que acreditam na Bíblia e levam-na a sério], mas o motivo desta escassez é tão óbvio que até assusta demorarmos para percebê-lo. A igreja emburrece as pessoas. Os jovens, desde pequenos mancebos, são ensinados a pecarem contra o mínimo da coerência e do raciocínio lógico para que possa descer mais confortavelmente, goela a baixo, todo tipo de arame farpado teológico e doutrinal que lhes são impostos.

Quando os jovens começam a formular suas racionalizações, eles descobrem, atônitos, que o rei está nu. Eles gritam alto, mas são calados com mais manteiga para o arame. Quando eles tentam fazer com que o mundo deles faça sentido, eles batem de frente com o muro de regras que não provém da Escritura. Constantemente, os jovens precisam lidar com contradições lógicas e práticas como se fossem a coisa mais normal do mundo e, quando levantam seus questionamentos, são tratados como meros rebeldes sem causa. Ouvem “Sola Scriptura” [somente a Escritura] no púlpito, e “Não podemos questionar o pastor” [ou outras pessoas, que, na prática, têm maior autoridade que o pastor] nos bancos. “Só seguimos o que nos diz a Escritura”, dizem nas escolas dominicais [ou sabatinas], mas [por exemplo] eles são proibidos de se vestirem de modo mais informal, mesmo que com ordem, decência e humildade, sob uma enxurrada de argumentos que não procedem do texto sagrado. Ler mais »

A essência da Torá

Publicado em 02/08/2014 por Matheus Cardoso como Bíblia
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No judaísmo, o princípio supremo da Lei de Deus é chamado pikuach nefesh (“a preservação da vida humana”). Uma de suas bases se encontra em Levítico 18:5, em que Deus diz: “Obedeçam aos Meus decretos e ordenanças, pois o homem que os praticar viverá por eles”. O propósito da Lei é a vida e o bem-estar humano. Disso os rabinos concluíram que a vida humana (o “espírito” da Lei) é mais importante que o cumprimento externo de uma ordem (a “letra” da Lei).

Com base nesse princípio, os judeus desenvolveram outro grande princípio, chamado ya’avor v’al ye’hareg (“transgredir e não morrer”). Ele se baseia, dentre outros textos, em Levítico 19:16: “Não se levantem contra a vida do seu próximo”. Deve-se fazer todo o possível para preservar a vida de uma pessoa. Por isso, um judeu não somente pode, mas deve violar qualquer um dos 613 mandamentos da Lei de Deus (a Torá) para salvar uma vida (com exceção de três mandamentos: idolatria, imoralidade sexual e assassinato). Na maioria dos casos, mesmo a integridade de uma parte do corpo está incluída na “preservação da vida”. A Lei é um meio, e não um fim em si mesmo. Ler mais »

Deus sempre usa o pregador?

Publicado em 01/08/2014 por Matheus Cardoso como Bíblia, Igreja

Várias vezes vejo cristãos dizendo: “Ah, não importa quem é o pregador, Deus sempre irá usá-lo de alguma forma para edificar minha vida”. De onde surgiu isso? Essa visão ingênua e romantizada da igreja e do púlpito pode parecer muito bonita a alguns, mas, na verdade, é fruto de misticismo e não há nada de bíblico nela. O fato de alguém ocupar um púlpito não é salva-guarda contra falsos ensinos. Afirmar tal coisa é não apenas crer estar firme construindo sua casa sobre areia movediça (uma vez que Deus nunca prometeu essa segurança quanto aos sermões que ouvimos), mas também negar as diversas advertências bíblicas contra os falsos mestres, os quais pregam suas falsidades de dentro do próprio povo de Deus (Mt 7:15; 24:11; 2Co 11:13-15; Gl 2:3-5; 2Pd 2:1; 1Jo 4:1).

Ao contrário do que muitos acham, abrigar esse tipo de pensamento não acaba exaltando o púlpito como um local abençoado, mas, visto que tal visão não é bíblica, esse pensamento apenas rebaixa o púlpito cristão como um local místico, que pode ser ocupado por qualquer um, mesmo que não esteja sequer minimamente interessado e preparado para ministrar alimento sadio à igreja. Ler mais »