Deus na pós-modernidade?

Por Matheus Cardoso

“O mundo está mudando: sinto isso na água, sinto isso na terra, farejo isso no ar” (Barbárvore, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei).

Quando sabemos que as transformações culturais estão ocorrendo, a nossa reação inicial pode ser uma tentativa de destacar os novos problemas e então ajustar os nossos ministérios para solucioná-los. Se não estamos vendo os jovens vindo para as igrejas hoje, talvez devamos apenas acrescentar algumas canções com outros ritmos na programação do louvor. Ou talvez se diminuirmos as luzes e acrescentarmos algumas velas, estaremos nos relacionando com esse tal de “pós-modernismo”, e as gerações emergentes irão retornar para as nossas igrejas. Entretanto, é inútil tentar consertar um elemento superficial sem saber qual é a causa. Temos que ser iguais aos homens de Issacar, que compreenderam o seu tempo e foram capazes de discernir o que deveriam fazer (1 Crônicas 12:32). [Esse parágrafo foi extraído de Dan Kimball, A igreja emergente: cristianismo clássico para as novas gerações (São Paulo: Editora Vida, 2008), p. 55.]

Neste artigo, vamos fazer um breve panorama da história ocidental e discutir as principais características do pós-modernismo. Descobriremos como podemos responder aos desafios pós-modernos e aproveitar suas oportunidades sem precedentes, tendo em vista que Deus está no controle da história.

 

Breve história do pensamento ocidental

Pré-modernismo

Na Idade Média (o período pré-moderno), acreditava-se que a verdade era privilégio de alguns grupos especiais. Uma pessoa comum não tinha a menor condição de alcançar a verdade sobre qualquer área. A verdade poderia ser encontrada somente no clero ou na igreja. Se você desejasse conhecer a verdade, iria conversar com um sacerdote. Sempre que os sacerdotes discordassem entre si ou não tivessem uma posição, a verdade seria decidida pelo papa ou por um dos grandes concílios da igreja.

Modernismo cristão

Durante a Reforma Protestante, a confiança das pessoas em grupos privilegiados começou a se fragmentar. Passou-se a acreditar que a verdade não residia mais na igreja, mas em declarações lógicas baseadas em meticulosa pesquisa bíblica. Sacerdotes, papas e nobres não tinham mais acesso à verdade do que qualquer outra pessoa. Qualquer um, com esforço e habilidade, poderia compreender a verdade através do estudo racional das Escrituras.

A visão de mundo sustentada pelo modernismo cristão predominava nos Estados Unidos durante o século 19. Foi nesse contexto social que o adventismo iniciou e fez sentido para a cultura norte-americana. Foi nesse contexto que os primeiros missionários adventistas tiveram bastante êxito em lugares como a Europa e a América do Sul. E hoje, em todos os lugares em que o modernismo cristão ainda predomina, o adventismo ainda alcança a sociedade predominante. Mas as áreas que vivem essa realidade estão diminuindo rapidamente.

Modernismo secular

Com o Iluminismo, o mundo experimentou uma mudança do modernismo cristão para o modernismo secular. Embora os meios intelectuais da Europa já estivessem passando por essa transição no século 18, o modernismo secular se tornou a visão de mundo predominante nos Estados Unidos apenas no início do século 20. A controvérsia entre evangélicos fundamentalistas e liberais, ocorrida na década de 1920, pode ser considerada o rito de passagem no qual o cristianismo conservador perdeu o contato com a sociedade predominante.

Começando com René Descartes (1596-1650), o pai da filosofia moderna, os modernistas seculares vieram a crer que a chave para a verdade não era o meticuloso estudo da Bíblia, mas a dúvida metodológica. O objetivo era eliminar todos os tipos de superstição ao se expor as falhas de todo pensamento anterior. Isso seria realizado aplicando-se métodos meticulosos e científicos a todas as questões, inclusive religiosas. Assim, a verdade seria encontrada no processo científico de cuidadosa observação e experimentação. A razão humana seria capaz de resolver qualquer coisa.

O alvo do modernismo secular era alcançar um mínimo de verdade inabalável sobre a qual se pudesse ter certeza absoluta. Através da aplicação contínua do método científico, esses “resultados seguros” aumentariam continuamente até que a vida pudesse ser vivida com uma quantidade razoável de certeza sobre o mundo. A ciência forneceria a “verdade”, e a tecnologia forneceria o poder para transformar o mundo. A educação disseminaria esse novo “evangelho”, e o resultado seria eventualmente um paraíso de progresso e segurança.

Mas a realidade foi na contramão desse sonho. Há cem anos o conceito da relatividade e o princípio da incerteza na mecânica quântica começaram a retratar um quadro diferente do universo. O século 20 também aniquilou o sonho de um paraíso tecnológico. O progresso científico parecia andar lado a lado com o aumento da poluição e da criminalidade. A Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial, o Holocausto e outros genocídios, armas de destruição em massa e o terrorismo destruíram o otimismo dos modernistas seculares. A nova geração proclama que o deus do modernismo secular está morto. Hoje, a humanidade volta-se da verdade científica para a verdade encontrada em outros lugares.

Pós-modernismo

Nos Estados Unidos, começando com a Geração X (nascidos entre 1964 e 1980), uma visão de mundo cada vez mais difundida suspeita da abordagem científica para alcançar a verdade. Além disso, o pós-modernismo rejeita as metanarrativas, as grandes histórias que tentam explicar tudo (como o “grande conflito” bíblico), por acreditar que tentam explicar demais e, assim, promovem um exclusivismo que leva à violência. Afinal, é a crença em uma metanarrativa que abastece o terrorismo da Al Qaeda ou o papado medieval.

Na pós-modernidade, a verdade não é encontrada primariamente na ciência, na Bíblia ou na igreja; é encontrada nos relacionamentos, na experiência e na narração de histórias. A verdade se tornou bastante ilusória. Em vez de “a verdade”, os pós-modernos preferem pensar em “muitas verdades”, uma “variedade de verdades” ou a “verdade para mim”. Acredita-se que ninguém consegue ter uma compreensão clara e perfeita da verdade, mas que cada pessoa percebe parte da verdade. Assim, o resultado são pequenos pedaços de conhecimento especializado flutuando num grande mar de ignorância.

A construção da comunidade é, portanto, um componente essencial na busca pós-moderna da verdade. À medida que cada um compartilha a parte da verdade que experimenta e conhece, todos se beneficiam disso. No ambiente pós-moderno, construir comunidade é mais importante que as ideias que antes mantinham as comunidades juntas.

 

Principais mudanças no pensamento e na cultura:

Mundo antigo (– 500 d.C.) Mundo medieval (500 – 1500) Mundo moderno (1500 – 1980) Mundo pós-moderno (1980 –)
Centro Deuses locais. Deus (cristianismo). Razão humana. Não há centro.
Verdade e cosmovisão Cosmovisão regional. As divindades eram consideradas regionais e territoriais. Cosmovisão judaico-cristã, centralizada em Deus. Confiança centralizada no homem e na razão a fim de descobrir a verdade. Visão autodeterminada e pluralista da cultura e da religião. Aceitam-se verdades e crenças conflitantes.
Fonte da verdade O poder e a fé estavam em reis, impérios e divindades locais. O poder e a fé estavam na igreja. O poder e a fé estavam na razão humana, na ciência e na lógica, que também era o fundamento para explicar e interpretar Deus. O poder e a fé estão na experiência pessoal.
Comunicação Comunicação oral e registros históricos locais limitados. Manuscritos e comunicação oral. A imprensa transforma a comunicação. Internet e mídia aceleram uma revolução na comunicação global.
Autoridade Revelação dada através de oráculos, poetas, reis e profetas. A Bíblia, conforme compreendida pela igreja. A Bíblia não estava nas mãos do povo. Razão, ciência e lógica. Para os cristãos, a autoridade estava na interpretação racional da Bíblia. Desconfia-se de qualquer autoridade. A Bíblia está aberta a muitas interpretações e é apenas um entre muitos escritos religiosos.
Tema “Quem é o homem, para que com ele Te importes?” – Salmo 8:4 “Creio para compreender.” – Anselmo (1033-1099) “Conhecimento é poder.” – Francis Bacon“Penso, logo existo.” – René Descartes (1596-1650) “Se isso faz você feliz, então não pode ser ruim.” – Sheryl Crow“Todo ponto de vista é a vista de um ponto.”

Fonte: Adaptado de Kimball, A igreja emergente, p. 58.

 

Deus na pós-modernidade?

Quando percebemos essas tendências, é difícil ver como a mão de Deus poderia ser vista no pós-modernismo. Mas seria o pós-modernismo uma estratégia do inimigo, ou é algo que pode ser usado por Deus? Seria ele, talvez, um trampolim necessário para levar a humanidade para mais perto dos propósitos de Deus?

Como alguém que acredita que Deus está presente e atuante no mundo, não consigo imaginar um ambiente que deixe Deus “sem testemunho” (Atos 14:17). Tenho a convicção de que a mão de Deus está por trás dessas mudanças e creio que estamos caminhando para o lugar que Ele deseja. A seguir, estão oito motivos principais pelos quais penso dessa maneira, oito características positivas da pós-modernidade.

1. Senso de fragilidade

Os pós-modernos definitivamente não possuem a autoconfiança dos modernos. Muito mais do que seus avós, eles veem a si mesmos como pessoas frágeis e imperfeitas. Com frequência eles vêm de famílias desestruturadas. Quando compartilham suas experiências familiares com os amigos, descobrem que enfrentam situações muito semelhantes. Em consequência disso, os pós-modernos possuem um senso aguçado de fragilidade, uma profunda busca de cura interior. Embora o senso de fragilidade possa levar ao desespero, também pode abrir caminho às refrescantes ondas do evangelho. Uma pessoa precisa perceber que tem um problema antes que possa se interessar na solução.

2. Humildade e autenticidade

Vivendo numa época em que a imagem pessoal é muito importante, os pós-modernos valorizam bastante a humildade, a honestidade e a autenticidade nos relacionamentos interpessoais. Para eles, é melhor ser honesto sobre suas fraquezas e dificuldades do que criar uma imagem falsa. Esse princípio está intimamente ligado ao anterior. Os pós-modernos desejam compartilhar honestamente esse senso com amigos que consideram confiáveis.

Humildade e autenticidade, obviamente, são valores centrais da fé cristã. A confissão de pecados não é outra coisa senão contar a verdade sobre si mesmo. No modernismo, a humildade era considerada degradante demais para os valores humanos. O pós-modernismo, por outro lado, vê a autenticidade como uma virtude muito valiosa. Deus está levando a cultura a um ponto em que seja valorizada uma das grandes verdades da tradição cristã (João 3:19-20).

Mas, embora os pós-modernos valorizem a autenticidade, eles geralmente desconfiam daqueles que pretendem ser autênticos. Autenticidade não é um casaco que podemos colocar e tirar. É fruto de um compromisso contínuo com esse valor. Muitas comunidades cristãs se satisfazem em polir sua imagem, supondo que as pessoas de fora não irão enxergar além da superfície. Mas elas estão equivocadas. Pós-modernos conseguem reconhecer falsidade a quilômetros. Se uma comunidade cristã alega uma experiência que não é real, os pós-modernos rapidamente perderão o interesse. Portanto, essa é uma oportunidade, mas também um desafio.

3. Busca de identidade e propósito

O senso de fragilidade está intimamente relacionada à perda de identidade pessoal. As pessoas se sentem fragilizadas quando não têm clara ideia de quem são ou de qual é o propósito da sua existência. Isso leva a um paradoxo interessante. Os pós-modernos buscam um senso claro de identidade pessoal, mas questionam se podem obtê-la sozinhos. Quando alguém alega ter uma identidade própria bem desenvolvida, isso geralmente se mostra falho ou inventado. Com poucos ou nenhum modelo de vida, os pós-modernos tendem a ter crises de identidade. Eles podem experimentar várias “identidades”, mas acabam sem qualquer pista de qual identidade realmente pertence a eles.

Essa abertura fornece oportunidade para o tipo de identidade que pode ser adquirida ao se descobrir seu valor próprio. A mensagem bíblica apresenta um senso estável de valor, ajudando as pessoas a descobrirem por que estão aqui, de onde vieram e para onde estão indo. Os pós-modernos desejam ter uma vida com senso de missão e propósito, a sensação de que a vida deles faz diferença no mundo. De acordo com a Bíblia, a nossa identidade e propósito vêm do próprio Criador.

4. Necessidade de comunidade

Os pós-modernos possuem uma intensa necessidade de comunidade. É incrível ver como os jovens e adolescentes atuais se relacionam uns com os outros. Ao contrário da minha geração, é muito menos provável que eles saiam em pares. Eles costumam sair em grupos de cinco (por exemplo, duas garotas e três rapazes) ou de sete (por exemplo, quatro garotas e três rapazes), sempre em rodas de amigos. Aqui temos mais um paradoxo: os pós-modernos buscam intimidade, mas têm medo de realmente encontrá-la.

Um indicador importante do senso de comunidade é o shopping center. Os pós-modernos costumam frequentar esse ambiente para celebrar e experimentar paixões em comum (compras, alimentação, cinema). Mas raramente alguém prefere realizar essas atividades sozinho. O consumo em si mesmo não é satisfatório; o que vale é a experiência compartilhada.

A comunidade (em grego, koinonia) é fundamental para a fé do Novo Testamento. Quando os cristãos aprenderem a experimentar e a expressar o tipo de comunidade ensinada no Novo Testamento, eles verão os pós-modernos bastante interessados no que eles têm a oferecer. Novamente, a mão de Deus parece estar levando a cultura para mais perto do ideal bíblico.

5. Inclusão

A ênfase na comunidade significa que os pós-modernos apreciam de maneira especial aqueles que são “pacificadores”, que constroem pontes em vez de muros. Eles têm grande respeito por quem busca a reconciliação e o diálogo de pessoas de diferentes grupos étnicos ou religiosos. Os pós-modernos preferem tratar as pessoas com tolerância e respeito, em vez de tentar mostrar quão “errados” os outros estão. Eles tentam ver o melhor nos outros e em seus pontos de vista.

As principais forças por trás da inclusão pós-moderna são a globalização e a urbanização. As grandes cidades se tornaram o ambiente no qual uma variedade de etnias, culturas, gostos e crenças entram em contato uma com a outra. E, para que exista uma boa convivência, é necessário ouvir e respeitar os outros. Crianças pós-modernas cresceram num contexto em que a diversidade é a norma, e a inclusão parece ser a melhor maneira de alcançá-la. De acordo com a Bíblia, o ideal de Deus é levar as pessoas da exclusão à inclusão. A maior barreira contra a inclusão não é o coração de Deus, mas os corações humanos.

6. Espiritualidade

A geração mais nova tende a ser mais espiritualizada que a anterior. Há 25 anos, expressões de fé vindas de pessoas públicas, como artistas, eram vistas com surpresa e às vezes até com indignação. Embora exista forte desconfiança em relação à religião institucionalizada, os pós-modernos estão abertos ao diálogo espiritual com alguém que tenha uma experiência espiritual prática e autêntica.

Portanto, ao apresentar o evangelho aos pós-modernos, é fundamental começar com a experiência pessoal. Se as verdades que você pretende levar não transformaram a sua vida, não espere que os pós-modernos tenham algum interesse nela. Mas, se o que você ensina modificou sua vida, é menos provável que os pós-modernos rejeitem o seu convite de ouvir sobre o evangelho. Qualquer que seja a verdade espiritual que você apresentar a um pós-moderno, ela precisa ser autêntica e prática.

7. Tolerância de opostos

Uma das características mais fascinantes do pós-modernismo é a sua capacidade de tolerar os opostos. A percepção que você tem sobre a verdade pode ser bastante diferente da que eu tenho. Mas, no contexto pós-moderno, ambas as compreensões podem ser aceitas como legítimas e até válidas. Isso é muito diferente do raciocínio lógico do modernismo.

Na área filosófica, os gregos defendiam que o oposto da verdade é algo falso. O modernismo científico estava baseado na lógica grega ocidental. E, na lógica grega, ideias opostas não poderiam estar corretas. Junto com o princípio da dúvida metodológica, isso significava que a função da ciência é provar que algumas ideias estão erradas e confirmar outras como corretas.

Mas o pensamento hebraico-bíblico pode com frequência ver ideias contrastantes não em termos de verdadeiro ou falso, mas como uma tensão entre dois polos ou como aspectos complementares da mesma verdade. Por exemplo, segundo a Bíblia, Deus é imortal; contudo, Jesus Cristo, o Deus-homem, experimentou a morte. Além disso, a salvação é inteiramente pela fé, à parte das obras, mas ninguém será salvo sem obras. Cristãos modernistas têm lutado durante muito tempo com essas verdades bíblicas. A rejeição pós-moderna da lógica grega levou o mundo para mais perto da lógica hebraico-bíblica. Isso significa que a era pós-moderna pode ser uma época melhor para se compreender a Bíblia do que as gerações passadas.

8. Verdade como história

Ao contrário da compreensão popular, geralmente o que os pós-modernos rejeitam não é a existência de uma verdade absoluta, mas a afirmação de que alguém detém a verdade absoluta ou possui um conhecimento absoluto. A Bíblia concorda que nós não podemos afirmar que temos esse tipo de conhecimento (Jeremias 17:9; 1 Coríntios 13:9, 12). Na verdade, quando defendemos um conhecimento absoluto, não estamos defendendo a Bíblia, mas o racionalismo modernista.

Na era moderna, as pessoas tratavam a Bíblia como um conjunto de materiais a partir do qual se podia escavar “textos-prova”, que seriam reunidos em sistemas lógicos e coerentes. Na prática, a Bíblia em si não era a verdade; a verdade era o que extraíamos da Bíblia. Nesse processo, infelizmente, se tornava muito fácil moldar as “verdades” da Bíblia segundo a imagem do leitor.

Em vez disso, a Bíblia é uma coleção de histórias, poemas e cartas pessoais. Ela oferece vislumbres de Deus, mas com frequência não apresenta o tipo de certeza “preto no branco” exigido por muitos cristãos. Muitos textos e ensinos da Bíblia são menos do que perfeitamente claros. Só posso presumir que ela é precisamente o que Deus gostaria que fosse. Se esse é o caso, a pós-modernidade pode ser nossa melhor oportunidade de explorar plenamente o que a Bíblia diz sobre o caráter e os propósitos de Deus. Em vez de forçar a Bíblia a dizer o que eu quero que diga, devo tomá-la tal como é e buscar entender o que ela me diz a respeito de Deus.

 

Conclusão

Em vista dos desafios da pós-modernidade à fé cristã tradicional, muitos acreditam que ele seja obra do adversário de Deus. Mas, como vimos neste artigo, a pós-modernidade tem muitos elementos que são positivos de uma perspectiva cristã.

Mudanças definitivamente estão acontecendo, ainda que não saibamos para onde elas estão nos levando. Mas uma coisa está clara para mim: a mão de Deus não é menos poderosa do que no passado. Seus atos poderosos estão presentes até mesmo nas circunstâncias mais desafiadoras. Seremos sábios ao aproveitar as oportunidades que Deus tem colocado na época sem precedentes em que vivemos.

 

Perguntas para discussão:

1. Por que você acha que a transição para a pós-modernidade está acontecendo em nossa época? Em que aspectos a sua igreja precisa mudar sua forma de atuação para falar de maneira relevante a esta nova era?

2. Quais aspectos do evangelho podem promover o senso de comunidade entre pessoas que sentem sua própria fragilidade? De que maneira o evangelho, como você o compreende, promove humildade e autenticidade?

3. Resuma em suas próprias palavras as oito características positivas do pós-modernismo mencionadas neste artigo.

4. Enquanto você lê sobre essas oito características do pós-modernismo, quais estratégias pessoais para alcançar pessoas seculares vêm à sua mente? Como você pode incorporar essas estratégias em seu dia a dia? Que tipo de preparo você precisa ter para executá-las?

5. Quais pessoas, em seu círculo de amigos e parentes, conhecem melhor a mentalidade pós-moderna? Como elas podem ajudá-lo em seu objetivo de alcançar pessoas seculares?

 

Jon Paulien, Ph.D. (Andrews University), é diretor da Faculdade de Teologia da Universidade de Loma Linda (EUA). Ele é especialista no livro de Apocalipse e na relação entre fé e cultura contemporânea.

Adaptado de Jon Paulien, “God’s mighty acts in a changing world (Part 1 of 2)”, Ministry, fevereiro de 2006, p. 10-12; idem, Everlasting Gospel, Ever-changing World: Introducing Jesus to a Skeptical Generation (Boise, ID: Pacific Press, 2008), p. 41-64; idem, Reaching and Winning Secular People: A Strategy Manual (General Conference Department of Personal Ministries, s.d.), p. 9-21.