“Deus é amor”

Publicado em 04/09/2013 por Matheus Cardoso como Espiritualidade, Teologia

“Deus é amor.” Essas são as primeiras e as últimas palavras da série Conflito dos Séculos, de Ellen White. Assim começa o livro Patriarcas e profetas e termina o livro O grande conflito. E, no centro da série, está O desejado de todas as nações, a obra-prima da autora, que aborda a vida de Jesus Cristo, o amor de Deus personificado.

Para Ellen White, o ponto focal da história do Universo – a história do grande conflito cósmico – é o caráter amorável de Deus revelado em Cristo. Naquele que é considerado um dos capítulos mais importantes de seus escritos, ela diz:

“A Terra obscureceu-se por causa da má compreensão sobre Deus. Para que as tristes sombras pudessem ser iluminadas, para que o mundo pudesse se voltar ao Criador, era preciso que o poder enganador de Satanás fosse derrubado. Isso não poderia ser realizado pela força. O uso da força é contrário aos princípios do governo de Deus; Ele deseja apenas o serviço de amor. E o amor não pode ser imposto; não pode ser conquistado pela força ou pela autoridade. Só o amor desperta o amor. Conhecer a Deus é amá-Lo. Seu caráter deve ser manifestado em contraste com o de Satanás. Essa obra, apenas um Ser em todo o Universo era capaz de realizar. Somente Aquele que conhecia a altura e a profundidade do amor de Deus poderia torná-lo conhecido. Sobre a escura noite deste mundo, deveria erguer-Se o Sol da Justiça, trazendo salvação ‘nas Suas asas’ (Ml 4:2). […]

“Mas não somente aos filhos de Deus nascidos na Terra seria feita essa revelação. Nosso pequenino mundo é o livro de estudo [em inglês, “lesson book”, o livro usado em aulas] do Universo. O maravilhoso desígnio de graça do Senhor, o mistério do amor que redime, é o tema que ‘os anjos anelam perscrutar’ (1Pe 1:12), e será seu estudo através das eras sem fim. Mas os seres redimidos e os não caídos encontrarão na cruz de Cristo sua ciência e seu cântico. Será visto que a glória que resplandece na face de Jesus Cristo é a glória do abnegado amor. À luz do Calvário se mostrará que a lei do amor que renuncia é a lei da vida para a Terra e o Céu; que o amor que ‘não procura os seus interesses’ (1Co 13:5) tem sua fonte no coração de Deus; e que no manso e humilde Jesus se manifesta o caráter dAquele que habita na luz inacessível ao homem. […]

“Por meio da obra redentora de Cristo, o governo de Deus fica justificado. O Onipotente é dado a conhecer como o Deus de amor. As acusações de Satanás são refutadas e o seu caráter é revelado. A rebelião não se levantará pela segunda vez. O pecado jamais poderá entrar novamente no Universo. Todos estarão por todos os séculos garantidos contra a apostasia. Mediante o sacrifício feito pelo amor, os habitantes da Terra e do Céu estão ligados ao seu Criador por laços de indissolúvel união” (O desejado de todas as nações, p. 10, 9, 14).